Boa Tarde Amigos!!
Saber esperar não é uma tarefa fácil, mas também não é impossível, com o passar do tempo pouco a pouco aprendemos a ter paciência e talvez não agora mas mais tarde descobrimos porque é necessário que seja assim...
Reflitam!!
É preciso saber esperar...! Principalmente quando as coisas estão mais difíceis, quando parecem não ter mais soluções. Pois muitas vezes a dor pela espera é necessária para o nosso crescimento.
A vida é como um bumerangue. Tudo o que fazemos terá sempre retorno. Por isso é sempre importante praticarmos o bem, fazermos boas coisas.
Quão maior for a dor, maior será o alívio de superá-la, e sentir o gosto da vitória. Não existe uma só folha que caia que não seja da vontade de Deus.
Sejamos fortes em todos os momentos. Principalmente nos mais difíceis... Pois só assim conheceremos a nossa própria força, só assim trabalharemos para o nosso próprio crescimento.
É preciso saber esperar! Com paciência! Com fé no coração!
Com a certeza. De que iremos vencer. Pois somos filhos do criador.
E um Pai jamais abandona seus filho
Queridos Amigos!!
Depois de um tempo a vida lhe ensina ter paciência e a ser forte, ela nos obriga a isso... A gente precisa ser forte para podermos ajudar uns aos outros, pois a vida nos surpreende a cada dia, e nem sempre é boa a surpresa, mas temos que aceitar, pois estamos aqui para aprender várias coisas, como por exemplo amar o próximo, respeitar, a dar valor as pessoas que são especiais para nós... e conforme o tempo vai passando vamos aprendendo com nossos erros e com eles aprendemos ter paciência e saber esperar momento certo de agir!
Um forte abraço!!
Velho Sábio!!
terça-feira, 18 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
ESTUDO BÍBLICO SOBRE MOISES
OS ÚLTIMOS DIAS DE MOISÉS
Lição
1. Objetivos:
Ensinar a importância de ficar fiel até a morte.
2. Lição Bíblica: Deuteronômio 27.12-23 a 32 (Base bíblica para a história o professor)
Versículo para decorar:
Números 32.23 “Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o Senhor: e sabei que o vosso pecado vos há de achar”.
3. Período de Adoração:
1) Cânticos: 1.
2.
3.
4.
5.
6.
2) Oração
4. Atividades:
1) Pode-se usar o flanelógrafo para contar a história
2) Memorizar o versículo
3) Jogo com perguntas
4) Atividades
Ponto de contato:
Quando você tem esperado alguma coisa especial, e depois é adiada, você sente triste e bravo ao mesmo tempo. Este sentimento se chama desapontamento. Todo o mundo sente desapontamento de vez em quando.
História Bíblica:
Moisés queria muito entrar na terra prometida, mas quando os israelitas estavam no deserto de Zim, não havia água para beber e o povo começou a reclamar com Moisés e Arão. Eles foram até o tabernáculo e o Senhor falou para Moisés:
Pega a vara e ajunta o povo, você e Arão falem a rocha perante o povo que ela lhes dê as suas águas.
Moisés e Arão reuniram os israelitas diante da rocha, e Moisés disse:
Ouvi agora, rebeldes! Porventura tiraremos água desta rocha para vocês?
Então Moisés levantou a mão e bateu na rocha duas vezes com a sua vara, e saiu bastante água da rocha, então o povo bebeu e os seus animais.
Então O Senhor disse a Moisés e a Arão:
Porque vocês não me obedeceram diante dos israelitas, vocês não levarão este povo até a terra que dei a vocês.
Mais tarde Moisés orou a Deus rogando que deixasse ele passar o rio Jordão até a terra prometida. Mas Deus não deixou e disse:
Basta. Não me fales mais nisto, mas dá ordens a Josué, anima-o, e fortalece-o, por que ele passará adiante deste povo, e o levará a possuir a terra.
Moisés ficou profundamente desapontado porque não podia guiar o povo à Terra de Canaã.
Ele contou a Deus como se sentiu, mas, quando Deus disse, “Não!”, ele começou a fazer o que precisava fazer, dando o comando a Josué e o encorajando. Este é um bom plano para nós quando sentimos desapontados: falar com Deus sobre nossos sentimentos e depois, fazer o que precisamos fazer.
Mas Deus deu ordem a Moisés dizendo:
Vá! Sobe ao Monte Nebo e veja a terra de Canaã que eu dou aos filhos de Israel.
Moisés partiu do deserto de Moabe subindo até o monte Nebo, e dali até o ponto mais alto do monte Pisga, que fica em frente a Jericó. E o Senhor lhe mostrou toda a região desde Gileade até Dã, inclusive a terra de Naftali, Efraim e Manasses; O Neguebe; a planície de Jericó; e a cidade das palmeiras até a terra de Zoar.
E Deus lhe disse:
Esta é a terra que eu prometi dar a Abraão, Isaque e Jacó. Queria que a visse com seus próprios olhos porque você não vai entrar lá.
E assim Moisés morreu naquele lugar, a terra de Moabe, tal como Deus tinha dito. O Senhor o enterrou num bale da região de Moabe em frente a Bete-Peor, e até hoje ninguém sabe onde foi enterrado. Moisés morreu com cento e vinte anos de idade, quando ainda enxergava bem e tinha boa saúde.
Os israelitas choraram pela morte de Moisés durante trinta dias nas planícies de Moabe, como era o costume.
Então, Josué, filho de Num, ficou no lugar de Moisés, que tinha colocado as mãos sobre ele para que Deus lhe desse sabedoria. Os israelitas, então, obedeceram a Josué, como Deus tinha mandado a Moisés. Na verdade, nunca houve outro profeta como Moisés, com quem Deus falasse cara a cara, e que fizesse tantos sinais e maravilhas, como os que fez no Egito, na presença do Faraó e de todos os seus oficiais e de todos os egípcios. Não houve outro homem que fizesse tantas coisas maravilhosas e com tanto poder como Moisés diante do povo de Israel.
Lição Pratica:
Além do mais, é provável que Moisés tenha escrito, colecionado e organizado todos os primeiros cinco livros da Bíblia. Apesar de não conhecer, pessoalmente, a terra prometida, ele recebeu um lar muito melhor, onde não haveria mais deserto, calor, brigas, rebeldes, guerras, doenças ou morte. Alguém sabe o nome deste lugar? O Céu, não é? Lá, ele permaneceria com todos os fieis de todos os séculos. Poderia estar com Deus, o qual havia cuidado dele durante sua vida.
Por exemplo, quem se lembra como ele foi salvo da morte, depois do seu nascimento?
Posteriormente, ele foi criado nos primeiros anos por sua própria mãe e preparado na corte real do Faraó. Portanto, recebeu um preparo excelente, em casa e no palácio. Depois, ele passou quarenta anos de preparo no deserto. E finalmente, mostre como ele sempre foi guiado por Deus durante a libertação dos israelitas e seus quarenta anos de peregrinação. Da mesma forma, Deus cuidará de nós, por toda a vida, e pela eternidade, se confiarmos sempre nele.
Perguntas:
1. Por que Deus não deixou Moisés entrar na Terra Prometida:
2. Quem foi escolhido para ser guia em vez de Moisés?
3. Qual monte Moisés subiu para ver a Terra Prometida?
4. Quantos anos Moisés tinha quando morreu?
5. Quem enterrou Moisés?
6. Por quanto tempo os israelitas lamentaram a morte de Moisés?
Lição
1. Objetivos:
Ensinar a importância de ficar fiel até a morte.
2. Lição Bíblica: Deuteronômio 27.12-23 a 32 (Base bíblica para a história o professor)
Versículo para decorar:
Números 32.23 “Porém, se não fizerdes assim, eis que pecastes contra o Senhor: e sabei que o vosso pecado vos há de achar”.
3. Período de Adoração:
1) Cânticos: 1.
2.
3.
4.
5.
6.
2) Oração
4. Atividades:
1) Pode-se usar o flanelógrafo para contar a história
2) Memorizar o versículo
3) Jogo com perguntas
4) Atividades
Ponto de contato:
Quando você tem esperado alguma coisa especial, e depois é adiada, você sente triste e bravo ao mesmo tempo. Este sentimento se chama desapontamento. Todo o mundo sente desapontamento de vez em quando.
História Bíblica:
Moisés queria muito entrar na terra prometida, mas quando os israelitas estavam no deserto de Zim, não havia água para beber e o povo começou a reclamar com Moisés e Arão. Eles foram até o tabernáculo e o Senhor falou para Moisés:
Pega a vara e ajunta o povo, você e Arão falem a rocha perante o povo que ela lhes dê as suas águas.
Moisés e Arão reuniram os israelitas diante da rocha, e Moisés disse:
Ouvi agora, rebeldes! Porventura tiraremos água desta rocha para vocês?
Então Moisés levantou a mão e bateu na rocha duas vezes com a sua vara, e saiu bastante água da rocha, então o povo bebeu e os seus animais.
Então O Senhor disse a Moisés e a Arão:
Porque vocês não me obedeceram diante dos israelitas, vocês não levarão este povo até a terra que dei a vocês.
Mais tarde Moisés orou a Deus rogando que deixasse ele passar o rio Jordão até a terra prometida. Mas Deus não deixou e disse:
Basta. Não me fales mais nisto, mas dá ordens a Josué, anima-o, e fortalece-o, por que ele passará adiante deste povo, e o levará a possuir a terra.
Moisés ficou profundamente desapontado porque não podia guiar o povo à Terra de Canaã.
Ele contou a Deus como se sentiu, mas, quando Deus disse, “Não!”, ele começou a fazer o que precisava fazer, dando o comando a Josué e o encorajando. Este é um bom plano para nós quando sentimos desapontados: falar com Deus sobre nossos sentimentos e depois, fazer o que precisamos fazer.
Mas Deus deu ordem a Moisés dizendo:
Vá! Sobe ao Monte Nebo e veja a terra de Canaã que eu dou aos filhos de Israel.
Moisés partiu do deserto de Moabe subindo até o monte Nebo, e dali até o ponto mais alto do monte Pisga, que fica em frente a Jericó. E o Senhor lhe mostrou toda a região desde Gileade até Dã, inclusive a terra de Naftali, Efraim e Manasses; O Neguebe; a planície de Jericó; e a cidade das palmeiras até a terra de Zoar.
E Deus lhe disse:
Esta é a terra que eu prometi dar a Abraão, Isaque e Jacó. Queria que a visse com seus próprios olhos porque você não vai entrar lá.
E assim Moisés morreu naquele lugar, a terra de Moabe, tal como Deus tinha dito. O Senhor o enterrou num bale da região de Moabe em frente a Bete-Peor, e até hoje ninguém sabe onde foi enterrado. Moisés morreu com cento e vinte anos de idade, quando ainda enxergava bem e tinha boa saúde.
Os israelitas choraram pela morte de Moisés durante trinta dias nas planícies de Moabe, como era o costume.
Então, Josué, filho de Num, ficou no lugar de Moisés, que tinha colocado as mãos sobre ele para que Deus lhe desse sabedoria. Os israelitas, então, obedeceram a Josué, como Deus tinha mandado a Moisés. Na verdade, nunca houve outro profeta como Moisés, com quem Deus falasse cara a cara, e que fizesse tantos sinais e maravilhas, como os que fez no Egito, na presença do Faraó e de todos os seus oficiais e de todos os egípcios. Não houve outro homem que fizesse tantas coisas maravilhosas e com tanto poder como Moisés diante do povo de Israel.
Lição Pratica:
Além do mais, é provável que Moisés tenha escrito, colecionado e organizado todos os primeiros cinco livros da Bíblia. Apesar de não conhecer, pessoalmente, a terra prometida, ele recebeu um lar muito melhor, onde não haveria mais deserto, calor, brigas, rebeldes, guerras, doenças ou morte. Alguém sabe o nome deste lugar? O Céu, não é? Lá, ele permaneceria com todos os fieis de todos os séculos. Poderia estar com Deus, o qual havia cuidado dele durante sua vida.
Por exemplo, quem se lembra como ele foi salvo da morte, depois do seu nascimento?
Posteriormente, ele foi criado nos primeiros anos por sua própria mãe e preparado na corte real do Faraó. Portanto, recebeu um preparo excelente, em casa e no palácio. Depois, ele passou quarenta anos de preparo no deserto. E finalmente, mostre como ele sempre foi guiado por Deus durante a libertação dos israelitas e seus quarenta anos de peregrinação. Da mesma forma, Deus cuidará de nós, por toda a vida, e pela eternidade, se confiarmos sempre nele.
Perguntas:
1. Por que Deus não deixou Moisés entrar na Terra Prometida:
2. Quem foi escolhido para ser guia em vez de Moisés?
3. Qual monte Moisés subiu para ver a Terra Prometida?
4. Quantos anos Moisés tinha quando morreu?
5. Quem enterrou Moisés?
6. Por quanto tempo os israelitas lamentaram a morte de Moisés?
terça-feira, 11 de outubro de 2011
ENSINANDO POLÍTICA ÀS CRIANÇAS
O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.
Rubem Alves
Enviado por: Silvio Massarini
EXPLICANDO POLÍTICA ÀS CRIANÇAS IV
Meninas e meninos: Às vezes, para explicar o comportamento dos homens, os escritores contam estórias. Pois hoje eu vou contar uma estória.
“Houve uma briga na floresta acerca da dieta a ser adotada por todos os bichos. De um lado estavam as vacas, as ovelhas, os patos, as galinhas, as girafas, os macacos, os bichos-preguiça, que diziam que a melhor dieta era a vegetariana, capim, folhas, flores, frutos. Alegavam que as coisas que cresciam da terra eram ricas em vitaminas e faziam bem à saúde.
Do outro lado estavam as piranhas, as hienas, os gambás, os lobos, as onças que, ao contrário, afirmavam que o melhor mesmo era uma dieta de carne, porque a carne é rica em proteínas, que são fontes de energia. ‘Quem come carne é mais forte’, diziam. A briga fez tamanha confusão que os bichos resolveram decidir o assunto por meio da coisa mais democrática possível. “Vamos fazer uma eleição!” Todos concordaram. “Pela eleição vamos escolher os bichos que vão decidir a questão, por meio de leis”.
Todos concordaram de novo. E assim aconteceu. Formaram-se dois partidos. Os vegetarianos deram ao seu partido o nome de “Partido das Bananas”, porque as bananas, sem dúvida alguma, são as frutas que melhor representam a alma dos vegetarianos. Todo vegetariano gosta de banana. Além disso, há bananas em abundância na floresta. Ninguém ficará com fome. Os outros bichos se reuniram e pensaram que o nome do seu partido deveria ser “Partido do Churrasco”. Pois essa era a verdade: eles gostavam de comer carne. E o seu símbolo deveria ser uma linguiça. “Partido da Linguiça”: só de falar o nome a boca se enchia dágua...
Mas os carnívoros eram espertos. Sabiam que a verdade nem sempre deve ser dita. Perceberam que nenhum membro do Partido das Bananas iria votar num candidato do Partido da Linguiça. Por uma razão simples: os bichos vegetarianos seriam aqueles que seriam transformados em churrasco. Os bifes das vacas, as lingüiças dos porcos, os peitos dos francos, os perus assados, as coxas dos avestruzes... Todas as pesquisas do IBOPE indicavam que os vegetarianos ganhariam as eleições, por serem em número muito maior que os carnívoros.
Assim, astutamente, reuniram-se para saber o que fazer. Um camaleão chamado Duda, carnívoro, apreciador de rinhas de galo, o sangue sempre o excitava, pediu a palavra: “Companheiros”, ele disse, “guerras são ganhas enganando-se o inimigo. Essa é uma lição que aprendemos dos humanos. Os soldados se camuflam para chegar perto de suas presas. Vestem-se de forma a parecer árvores e folhagens.
Quando os inimigos se dão conta é tarde demais. É assim que eu faço. Mudo de cor. Fico parecendo um galho de árvore. O inseto só me percebe quanto minha língua visguenta o lambe. Queria sugerir, então, que usassem a minha tática. Se nos proclamarmos carnívoros os vegetarianos não votarão em nós. Vamos nos fantasiar de vegetarianos!” Todos aplaudiram a brilhante reflexão do camaleão Duda e resolveram dar ao seu partido um nome bem ao gosto dos vegetarianos: “Partido dos Abacaxis”. Todo mundo gosta de abacaxis, tão doces, tão perfumados, tão brasileiros. E assim foi. Iniciou-se, então, a campanha do Partido das Bananas contra o Partido dos Abacaxis.
,
Os vegetarianos faziam comícios em que bananas eram distribuídas por todos. As galinhas, os patos e os perus não perdoavam nem mesmo as cascas... Os carnívoros promoviam grande churrascos só que, ao invés de picanhas sobre as brasas, eram abacaxis sobre as brasas. Faziam churrasco de tudo quanto é vegetal. Além dos abacaxis, bananas, pinhões, batatas, mandioca, cebolas, tomates, pimentões. Assim, os dois partidos tinham o mesmo programa: dieta vegetariana para todos.
Os membros do Partido das Bananas sentiram, de longe, o cheiro bom dos churrascos dos Partido dos Abacaxis. E começaram a se aproximar. Perceberam que os membros do Partido dos abacaxis não eram tão maus quanto se dizia. Chegaram mais perto. Provaram. Gostaram. “É, churrasco de banana é mais gostoso que banana crua”, disseram. E até os macacos aderiram.
Aí veio a eleição. É preciso não esquecer que eleições têm por objetivo escolher aqueles que terão o poder de fazer as leis. Eleitos democraticamente, decidiriam democraticamente a dieta de todos os bichos. As decisões dos representantes seriam leis para todos. Ao dar aos seus representantes o poder para decidir, os bichos estavam, com esse ato, abrindo mão do seu direito de decidir. Depois de feitas as leis só lhes restava obedecer.
Empossado o congresso, os representantes elegeram o seu presidente. O bicho que recebeu mais votos foi a Hiena, famosa por seu senso de humor: estava sempre dando risadas. Na sua posse ela fez um lindo discurso sobre as excelências da dieta vegetariana. E para terminar deu uma aula de filosofia. “Como disse o filósofo alemão Ludwig Feuerbach, nós somos o que comemos. Vacas e veados comem capim; portanto são capim. Macacos comem banana; portanto são bananas. Galinhas e patos comem milho; portanto são milho. Pássaros comem alpiste;
portanto são alpiste. Assim, onças que comem vacas e veados estão, na verdade, comendo capim. Uma cobra que come um macaco está, na realidade, comendo bananas. Um gambá que come galinhas está, na realidade, comendo milho. E um gato que come passarinhos está, na realidade, comendo alpiste. Assim sendo, e em cumprimento às promessas que fizemos no período eleitoral, proclamo a lei de que todos os animais terão de ser vegetarianos, cada um do seu jeito. Viva a República Vegetariana!” Se vocês argumentarem que as conclusões filosóficas da Hiena estão erradas direi que vocês estão com toda razão. Mas é preciso que se aprenda uma outra regra da política: ‘Na política quem tem razão não é quem tem tem razão. É quem tem o porrete maior...
O discurso da Hiena foi saudado com uma grande salva de palmas, seguido por um festival gastronômico em que hienas, onças, lobos, cães vadios, cobras, gambás e gatos churrasqueavam vacas, veados, macacos, galinhas e passarinhos. “Pois Feuerbach não disse que somos o que comemos? A lei é clara: todos os animais são vegetais transformados..”.
Aí os membros do Partido das Bananas perceberam que haviam caído numa armadilha. Leis são armadilhas. Uma vez feitas não podem ser desrespeitadas, a menos que sejam revogadas por aqueles que as fizeram, os representantes eleitos.
Mas quem teria poder para revogar essa lei? Olhando para seus gordos representantes no Congresso era claro que nenhum deles estava disposto a trocar costeletas, lombos e lingüiças por alface, couve e cenoura... Concluíram, então, que com aquele congresso de carnívoros a reforma política jamais seria realizada. O Ganso, metido a intelectual, repetiu então uma frase que havia lido num livro em inglês: “might makes right”... É o Poder que estabelece o Direito.
Foi então que um leitão rechonchudo chamado Alfred Hitchcock pediu a palavra. Ele já havia experimentado a dor da perda de sua mãe, comida por uma onça que falava enquanto comia: “Que deliciosa é essa porca! Ela é milho, é abóbora, é mandioca, é batata! Como é boa a dieta vegetariana!” Pois bem. O dito leitão ponderou: “Eu não posso enfrentar a onça. As galinhas não podem enfrentar os gambás. Os cordeiros não podem enfrentar os lobos! Mas os pássaros! Milhares de pássaros em seus vôos rasantes e bicos pontudos! Que poderão fazer as onças, os gambás e os lobos contra o ataque de milhares e pássaros? Vamos chamar os pássaros! Eles são vegetarianos! São nossos aliados!” E assim aconteceu. Vieram então, em bandos que tapavam o sol, milhares de andorinhas, pássaros pretos, sabiás, pardais, tico-ticos, periquitos... Invadiram o edifício do Congresso. Foi um pandemônio. O espaço escureceu. O barulho dos pios e dos gritos dos pássaros era ensurdecedor. Milhares de bicos bicando sem parar em mergulhos certeiros. Além disso, por onde iam soltavam seus excrementos moles e fedidos que escorriam pelas caras dos excelentíssimos. Os representes gritavam histéricos: “Isso é conspiração! Estão tentando desestabilizar o governo!” Mas os pássaros nem ligaram. Continuaram a fazer o que estavam fazendo. Os gambás, onças, lobos, cães vadios e hienas fugiram e nunca mais voltaram, com medo de que os pássaros lhes furassem os olhos...”
Agora, meninos e meninas: vamos chamar os pássaros...
Rubem Alves
Enviado por: Silvio Massarini
EXPLICANDO POLÍTICA ÀS CRIANÇAS IV
Meninas e meninos: Às vezes, para explicar o comportamento dos homens, os escritores contam estórias. Pois hoje eu vou contar uma estória.
“Houve uma briga na floresta acerca da dieta a ser adotada por todos os bichos. De um lado estavam as vacas, as ovelhas, os patos, as galinhas, as girafas, os macacos, os bichos-preguiça, que diziam que a melhor dieta era a vegetariana, capim, folhas, flores, frutos. Alegavam que as coisas que cresciam da terra eram ricas em vitaminas e faziam bem à saúde.
Do outro lado estavam as piranhas, as hienas, os gambás, os lobos, as onças que, ao contrário, afirmavam que o melhor mesmo era uma dieta de carne, porque a carne é rica em proteínas, que são fontes de energia. ‘Quem come carne é mais forte’, diziam. A briga fez tamanha confusão que os bichos resolveram decidir o assunto por meio da coisa mais democrática possível. “Vamos fazer uma eleição!” Todos concordaram. “Pela eleição vamos escolher os bichos que vão decidir a questão, por meio de leis”.
Todos concordaram de novo. E assim aconteceu. Formaram-se dois partidos. Os vegetarianos deram ao seu partido o nome de “Partido das Bananas”, porque as bananas, sem dúvida alguma, são as frutas que melhor representam a alma dos vegetarianos. Todo vegetariano gosta de banana. Além disso, há bananas em abundância na floresta. Ninguém ficará com fome. Os outros bichos se reuniram e pensaram que o nome do seu partido deveria ser “Partido do Churrasco”. Pois essa era a verdade: eles gostavam de comer carne. E o seu símbolo deveria ser uma linguiça. “Partido da Linguiça”: só de falar o nome a boca se enchia dágua...
Mas os carnívoros eram espertos. Sabiam que a verdade nem sempre deve ser dita. Perceberam que nenhum membro do Partido das Bananas iria votar num candidato do Partido da Linguiça. Por uma razão simples: os bichos vegetarianos seriam aqueles que seriam transformados em churrasco. Os bifes das vacas, as lingüiças dos porcos, os peitos dos francos, os perus assados, as coxas dos avestruzes... Todas as pesquisas do IBOPE indicavam que os vegetarianos ganhariam as eleições, por serem em número muito maior que os carnívoros.
Assim, astutamente, reuniram-se para saber o que fazer. Um camaleão chamado Duda, carnívoro, apreciador de rinhas de galo, o sangue sempre o excitava, pediu a palavra: “Companheiros”, ele disse, “guerras são ganhas enganando-se o inimigo. Essa é uma lição que aprendemos dos humanos. Os soldados se camuflam para chegar perto de suas presas. Vestem-se de forma a parecer árvores e folhagens.
Quando os inimigos se dão conta é tarde demais. É assim que eu faço. Mudo de cor. Fico parecendo um galho de árvore. O inseto só me percebe quanto minha língua visguenta o lambe. Queria sugerir, então, que usassem a minha tática. Se nos proclamarmos carnívoros os vegetarianos não votarão em nós. Vamos nos fantasiar de vegetarianos!” Todos aplaudiram a brilhante reflexão do camaleão Duda e resolveram dar ao seu partido um nome bem ao gosto dos vegetarianos: “Partido dos Abacaxis”. Todo mundo gosta de abacaxis, tão doces, tão perfumados, tão brasileiros. E assim foi. Iniciou-se, então, a campanha do Partido das Bananas contra o Partido dos Abacaxis.
,
Os vegetarianos faziam comícios em que bananas eram distribuídas por todos. As galinhas, os patos e os perus não perdoavam nem mesmo as cascas... Os carnívoros promoviam grande churrascos só que, ao invés de picanhas sobre as brasas, eram abacaxis sobre as brasas. Faziam churrasco de tudo quanto é vegetal. Além dos abacaxis, bananas, pinhões, batatas, mandioca, cebolas, tomates, pimentões. Assim, os dois partidos tinham o mesmo programa: dieta vegetariana para todos.
Os membros do Partido das Bananas sentiram, de longe, o cheiro bom dos churrascos dos Partido dos Abacaxis. E começaram a se aproximar. Perceberam que os membros do Partido dos abacaxis não eram tão maus quanto se dizia. Chegaram mais perto. Provaram. Gostaram. “É, churrasco de banana é mais gostoso que banana crua”, disseram. E até os macacos aderiram.
Aí veio a eleição. É preciso não esquecer que eleições têm por objetivo escolher aqueles que terão o poder de fazer as leis. Eleitos democraticamente, decidiriam democraticamente a dieta de todos os bichos. As decisões dos representantes seriam leis para todos. Ao dar aos seus representantes o poder para decidir, os bichos estavam, com esse ato, abrindo mão do seu direito de decidir. Depois de feitas as leis só lhes restava obedecer.
Empossado o congresso, os representantes elegeram o seu presidente. O bicho que recebeu mais votos foi a Hiena, famosa por seu senso de humor: estava sempre dando risadas. Na sua posse ela fez um lindo discurso sobre as excelências da dieta vegetariana. E para terminar deu uma aula de filosofia. “Como disse o filósofo alemão Ludwig Feuerbach, nós somos o que comemos. Vacas e veados comem capim; portanto são capim. Macacos comem banana; portanto são bananas. Galinhas e patos comem milho; portanto são milho. Pássaros comem alpiste;
portanto são alpiste. Assim, onças que comem vacas e veados estão, na verdade, comendo capim. Uma cobra que come um macaco está, na realidade, comendo bananas. Um gambá que come galinhas está, na realidade, comendo milho. E um gato que come passarinhos está, na realidade, comendo alpiste. Assim sendo, e em cumprimento às promessas que fizemos no período eleitoral, proclamo a lei de que todos os animais terão de ser vegetarianos, cada um do seu jeito. Viva a República Vegetariana!” Se vocês argumentarem que as conclusões filosóficas da Hiena estão erradas direi que vocês estão com toda razão. Mas é preciso que se aprenda uma outra regra da política: ‘Na política quem tem razão não é quem tem tem razão. É quem tem o porrete maior...
O discurso da Hiena foi saudado com uma grande salva de palmas, seguido por um festival gastronômico em que hienas, onças, lobos, cães vadios, cobras, gambás e gatos churrasqueavam vacas, veados, macacos, galinhas e passarinhos. “Pois Feuerbach não disse que somos o que comemos? A lei é clara: todos os animais são vegetais transformados..”.
Aí os membros do Partido das Bananas perceberam que haviam caído numa armadilha. Leis são armadilhas. Uma vez feitas não podem ser desrespeitadas, a menos que sejam revogadas por aqueles que as fizeram, os representantes eleitos.
Mas quem teria poder para revogar essa lei? Olhando para seus gordos representantes no Congresso era claro que nenhum deles estava disposto a trocar costeletas, lombos e lingüiças por alface, couve e cenoura... Concluíram, então, que com aquele congresso de carnívoros a reforma política jamais seria realizada. O Ganso, metido a intelectual, repetiu então uma frase que havia lido num livro em inglês: “might makes right”... É o Poder que estabelece o Direito.
Foi então que um leitão rechonchudo chamado Alfred Hitchcock pediu a palavra. Ele já havia experimentado a dor da perda de sua mãe, comida por uma onça que falava enquanto comia: “Que deliciosa é essa porca! Ela é milho, é abóbora, é mandioca, é batata! Como é boa a dieta vegetariana!” Pois bem. O dito leitão ponderou: “Eu não posso enfrentar a onça. As galinhas não podem enfrentar os gambás. Os cordeiros não podem enfrentar os lobos! Mas os pássaros! Milhares de pássaros em seus vôos rasantes e bicos pontudos! Que poderão fazer as onças, os gambás e os lobos contra o ataque de milhares e pássaros? Vamos chamar os pássaros! Eles são vegetarianos! São nossos aliados!” E assim aconteceu. Vieram então, em bandos que tapavam o sol, milhares de andorinhas, pássaros pretos, sabiás, pardais, tico-ticos, periquitos... Invadiram o edifício do Congresso. Foi um pandemônio. O espaço escureceu. O barulho dos pios e dos gritos dos pássaros era ensurdecedor. Milhares de bicos bicando sem parar em mergulhos certeiros. Além disso, por onde iam soltavam seus excrementos moles e fedidos que escorriam pelas caras dos excelentíssimos. Os representes gritavam histéricos: “Isso é conspiração! Estão tentando desestabilizar o governo!” Mas os pássaros nem ligaram. Continuaram a fazer o que estavam fazendo. Os gambás, onças, lobos, cães vadios e hienas fugiram e nunca mais voltaram, com medo de que os pássaros lhes furassem os olhos...”
Agora, meninos e meninas: vamos chamar os pássaros...
JONAS E MIQUÉIAS
Antigo Testamento
:: Gênesis & Êxodo
:: Levítico & Números
:: Deuteronômio & Josué
:: Juízes & Rute
:: 1 & 2 Samuel
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Novo Testamento
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:: 1 & 2 Pedro
:: 1, 2 & 3 João
:: Judas & Apocalipse
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Jonas & Miqueias
Jonas (Jn)
Autor: Jonas
Data: Por volta de 760 AC ou após 612 Ac
Autor e Data
As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionas. Se Jonas escreveu o Livro seria, obviamente, datado durante o reinado de Jeroboão II. No início do séc. VIII, cerca de 793 a 753 aC. Se um narrador escreveu o livro, ele poderia sido em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele.
Dentre aqueles que sustentam outro autor, que não seja Jonas, alguns datam o livro na segunda metade do séc. VIII ou no início do século VII, baseado nas datas pós-exílica, após a destruição de Nínive em 612 aC Essa disputa é baseada em 3.3, que diz que Nínive era uma grande cidade. Aqueles que apóiam a data pré-exílica explicam que isso pode ser meramente uma forma literária usada para contar a história ou que Nínive existia, mas não era uma grande cidade.
Como indicado em 2Rs 14.25, Jonas era filho de Amitai e um nativo de Gate-Hefer, um vilarejo situado a 5 Km em direção ao nordeste de Nazaré, dentro das fronteiras tribais de Zebulom. Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós, ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria, uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo.
Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Rs 17.8-10), e Eliseu viajou a Damasco (2Rs 8.7), mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia, para pregar diretamente a uma cidade gentia. Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia , deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel.
O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”. Quanto ao caráter, ele é representado como obstinado, irritado, mal-humorado, impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã. Politicamente, é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido. Religiosamente, ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu, o Criador do mar e da terra. Mas sua primeira desobediência intencional, sua posterior re relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerência na aplicação da sua fé. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e`à lição objetiva de Deus.
Contexto Histórico
Os assírios pagãos, inimigos de Israel de longa data, eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá, onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos. O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas, e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul, até o mar Morto, como havia sido profetizado por Jonas (2Rs 14.25)
Conteúdo
O livro de Jonas, embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon, é diferente do outros livros proféticos, pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem; a história é a mensagem. A história recorda um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem, mas, de algum modo, eles não compreenderam a importância dela. Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. No Livro de Jonas, pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT.
Deus pediu a Jonas, o profeta, para levantar-se e ir 1300 km pra o oriente, a Nínive, uma cidade dos temidos e odiados assírios. Sua mensagem é pra ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia, caso eles responda positivamente. Jonas sabe que, se Deus poupar Nínive, então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”. Sem dúvida, ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse. Jonas está descontente e. algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livra-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele.
A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face à face ao seu chamado missionário. Após determinarem que Jonas e seu Deus são responsáveis pela tempestade, e após esgotarem todas as alternativas, os marinheiros atiraram Jonas ao mar. Sem dúvida, Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas; mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e, após três dias e três noites, o peixe o jogou em terra firme.
Novamente, Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação. Desta vez, o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus. Para seu espanto, os ninivitas, desde a pessoa mais humilde até o rei, se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial, vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza. Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde.
O coração de Jonas ainda não está mudado, e ele reage com ira e confusão. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno, ou que Deus fosse escolher outra estratégia, Jonas constrói um abrigo numa colina, com vista para a cidade do lado oriente. Lá. Ele aguarda do dia indicado para o julgamento.
Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. Ele prepa uma aboboreira para crescer durante a noite, num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas. O profeta se regozija na sua boa sorte. Então, Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar.
Ele, mais adiante, intensifica a situação desconfortável de Jonas, ao trazer um vento calmoso, vindo do oriente, para secar o corpo morto de sede de Jonas. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira, mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive, a quem Deus amava.
O Espírito Santo em Ação
E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel. Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2 Rs 14.25). Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo lá, o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor. O Espírito de Deus não cessou sua obra, mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a faze a vontade de Deus. Quando Jonas se arrependeu, o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina, o ES mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade.
:: Gênesis & Êxodo
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Jonas & Miqueias
Jonas (Jn)
Autor: Jonas
Data: Por volta de 760 AC ou após 612 Ac
Autor e Data
As questões da data e autoria de Jonas estão profundamente relacionas. Se Jonas escreveu o Livro seria, obviamente, datado durante o reinado de Jeroboão II. No início do séc. VIII, cerca de 793 a 753 aC. Se um narrador escreveu o livro, ele poderia sido em qualquer tempo depois do acontecimento descrito nele.
Dentre aqueles que sustentam outro autor, que não seja Jonas, alguns datam o livro na segunda metade do séc. VIII ou no início do século VII, baseado nas datas pós-exílica, após a destruição de Nínive em 612 aC Essa disputa é baseada em 3.3, que diz que Nínive era uma grande cidade. Aqueles que apóiam a data pré-exílica explicam que isso pode ser meramente uma forma literária usada para contar a história ou que Nínive existia, mas não era uma grande cidade.
Como indicado em 2Rs 14.25, Jonas era filho de Amitai e um nativo de Gate-Hefer, um vilarejo situado a 5 Km em direção ao nordeste de Nazaré, dentro das fronteiras tribais de Zebulom. Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós, ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria, uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo.
Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Rs 17.8-10), e Eliseu viajou a Damasco (2Rs 8.7), mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia, para pregar diretamente a uma cidade gentia. Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia , deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel.
O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”. Quanto ao caráter, ele é representado como obstinado, irritado, mal-humorado, impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã. Politicamente, é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido. Religiosamente, ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu, o Criador do mar e da terra. Mas sua primeira desobediência intencional, sua posterior re relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerência na aplicação da sua fé. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e`à lição objetiva de Deus.
Contexto Histórico
Os assírios pagãos, inimigos de Israel de longa data, eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC. Relatos do AT descrevem seus saques contra Israel e Judá, onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos. O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas, e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul, até o mar Morto, como havia sido profetizado por Jonas (2Rs 14.25)
Conteúdo
O livro de Jonas, embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon, é diferente do outros livros proféticos, pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem; a história é a mensagem. A história recorda um dos mais profundo conceitos teológicos encontrados no AT. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem, mas, de algum modo, eles não compreenderam a importância dela. Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. No Livro de Jonas, pode ser encontrada a semente do farisaísmo no NT.
Deus pediu a Jonas, o profeta, para levantar-se e ir 1300 km pra o oriente, a Nínive, uma cidade dos temidos e odiados assírios. Sua mensagem é pra ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia, caso eles responda positivamente. Jonas sabe que, se Deus poupar Nínive, então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”. Sem dúvida, ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse. Jonas está descontente e. algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livra-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele.
A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não está restrita à Palestina. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face à face ao seu chamado missionário. Após determinarem que Jonas e seu Deus são responsáveis pela tempestade, e após esgotarem todas as alternativas, os marinheiros atiraram Jonas ao mar. Sem dúvida, Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas; mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e, após três dias e três noites, o peixe o jogou em terra firme.
Novamente, Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação. Desta vez, o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus. Para seu espanto, os ninivitas, desde a pessoa mais humilde até o rei, se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial, vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza. Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde.
O coração de Jonas ainda não está mudado, e ele reage com ira e confusão. Por que Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno, ou que Deus fosse escolher outra estratégia, Jonas constrói um abrigo numa colina, com vista para a cidade do lado oriente. Lá. Ele aguarda do dia indicado para o julgamento.
Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. Ele prepa uma aboboreira para crescer durante a noite, num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas. O profeta se regozija na sua boa sorte. Então, Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar.
Ele, mais adiante, intensifica a situação desconfortável de Jonas, ao trazer um vento calmoso, vindo do oriente, para secar o corpo morto de sede de Jonas. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira, mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive, a quem Deus amava.
O Espírito Santo em Ação
E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel. Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2 Rs 14.25). Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo lá, o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor. O Espírito de Deus não cessou sua obra, mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a faze a vontade de Deus. Quando Jonas se arrependeu, o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina, o ES mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade.
EZEQUIEL ANUNCIAA QUEDA DE JERUSALÉM
17 – A mensagem de Ezequiel.
Ez 33,21-29 [0 anúncio da queda de Jerusalém]
21No décimo primeiro ano de nosso cativeiro, no dia cinco do décimo mês, veio o fugitivo de Jerusalém até mim, dizendo: "A cidade foi tomada!" 22A mão do Senhor esteve sobre mim na tarde anterior à vinda do fugitivo, e minha boca se abriu de manhã, quando ele veio até mim. A boca me foi aberta e não tornei a ficar mudo.
23Então a palavra do Senhor veio a mim nestes termos: 24Filho do homem, os que moram naquelas ruínas, sobre a terra de Israel, andam dizendo: `Abraão era um só e ganhou a posse desta terra. Mas nós somos muitos! É a nós que o país foi entregue como herança'. 25Por isso dize-lhes:
Assim diz o Senhor Deus Comeis carne com sangue, levantais os olhos aos ídolos, derramais sangue e tereis a posse da terra? 26Vós vos apoiais na espada, praticais abominações, manchais a mulher do próximo e haveríeis de ter a posse da terra? 27Assim lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus: Juro por minha vida:
os que estão entre as ruínas tombarão pela espada, os que estão no campo serão entregues como pasto aos animais selvagens e os que estão nos fortins e cavernas morrerão de peste. 28Tornarei o país uma desoladora solidão, de modo que cessará o orgulho de sua força. Os montes de Israel ficarão desertos, sem que ninguém por eles transite. 29Saberão que eu sou o Senhor quando reduzir o país a uma desoladora solidão, por causa de todas as abominações que praticaram.
Roteiro especial
1 – Leitura do texto: Ez 33,21-29
2 – Situar o texto no tempo e no espaço.
O profeta Ezequiel está no cativeiro na Babilônia com um primeiro grupo de exilados que chegou onze anos antes. Então chegou a notícia inimaginável da queda de Jerusalém. Os habitantes de Jerusalém se achavam invencíveis. Por que? O que eles diziam (versículo 24)?
3 – Olhar a situação do povo.
Como se fosse um filme Ezequiel volta atrás no tempo (v.23-24) e relembra a conduta do povo antes da guerra e da queda de Jerusalém. - Quais são as abominações praticadas pelo povo?
Na boca de Deus temos uma descrição da guerra. Três grupos serão massacrados. Quais são?
- Como ficará o país depois da invasão em 586 a.C.?
4 – A mensagem do texto
Três fundamentos da fé de Israel desapareceram: a posse da terra santa, a dinastia de Davi e o templo. Por que Deus permitiu esta catástrofe?
5 – Escutar a mensagem para nós.
Na vida cristã atual quais são as crises que abalam a fé das pessoas?
Tempo de crise é tempo para voltar aos valores fundamentais da fé? Quais os valores fundamentais da fé cristã?
6 – Momento de oração.
Vários Salmos são testemunhas de tempos de crise. Sl 12;14;74. Vamos rezar o Sl 79 com o texto de hoje podemos entender o pedido de revanche do povo.
(Ler o texto seguinte em casa)
Experiência espiritual na Bíblia.
6. O exílio e o imediato pós-exílio — Na lógica da história de Israel, parecia um absurdo a eventualidade do exílio. Seria a destruição de todo o plano salvífico de Deus, iniciado durante o êxodo com inúmeros prodígios; seria um desmentido de todas as promessas de Deus (e Deus não pode desdizer-se):
a promessa da terra, o juramento de fidelidade à casa de de Davi, a estabilidade do templo. Ora, tudo isso que parecia absurdo, que parecia fora da lógica de Deus, aconteceu. Acima de qualquer outra desgraça ou infelicidade" o exílio suscitou, pois, um problema teológico, um problema de fé: é mesmo o Senhor, o Deus salvador? Ele ainda se mantém fiel às suas promessas?
Para responder a estas interrogações, Israel reconsiderou toda a sua fé, sua tradição, sua legislação e sua história. Todos os livros do AT permitem-nos ver — uns mais, outros menos — este ingente trabalho de reconsideração. O que parecia absurdo, o que parecia o fim da fé, constituiu deste modo um grande salto à frente para a própria fé.
O exílio — e talvez ainda mais a situação de tensão que veio depois da volta à pátria — fez com que Israel tomasse consciência da verdadeira face de Deus; obrigou-o a recuperar a verdadeira idéia de Deus e, por conseguinte, a verdadeira idéia de povo eleito e de esperança messiânica.
Tratou-se de uma formulação teológica que chegava ao coração da espiritualidade de Israel. Tomemos algumas amostras deste grandioso amadurecimento espiritual, recorrendo ao profeta Ezequiel, na tradição sacerdotal (= P) e na redação final do Penteteuco, no Dêutero-Isaías e no livro de Jó.
a) A mensagem de Ezequiel. Ezequiel desempenhou seu ministério profético entre os exilados, em Babilónia, de 592 a 570 aproximadamente. A 16 de março de 598, Jerusalém capitulou diante do exército de Nabucodonosor. O jovem rei Joaquim, a rainha mãe, os altos oficiais e os cidadãos mais importantes foram deportados para Babilônia. Entre eles encontrava-se Ezequiel.
Ezequiel vive, pois, no exílio, em Babilônia. O contexto em que se encontra está carregado de problemas por exemplo: os exilados mantinham inalterável confiança nos destinos gloriosos do povo eleito; Jerusalém não será destruída, pensavam eles; o exílio terminará e poderemos voltar à terra prometida; Deus castiga, mas é fiel; foi assim que sempre agiu.
Poderia parecer atitude de fé; no entanto, era adesão ao passado e ilusão. Quando, mais tarde, em 586, Jerusalém e o templo foram destruídos, todos eles compreenderam que a esperança de retorno rápido não passava de ilusão. Neste momento, surgiu outro perigo: o desânimo e a desconfiança nas promessas de Deus. Será que o Senhor ainda se lembra do seu povo? Ainda é possível esperar alguma coisa? Havia, porém, outro dado:
os hebreus, na Palestina, estavam habituados a expressar sua vida religiosa, oferecendo sacrifícios no templo e celebrando a liturgia; agora, em Babilônia, logo se viram privados de todas estas possibilidades. Finalmente, é necessário acrescentar o sofrimento de se sentirem estranhos e sem raízes.
Muitos tentaram resolver a dificuldade integrando-se no novo ambiente, aceitando sua cultura, as formas sociais e, fatalmente, também as religiosas. Muitos perderam a fé; outros, em compensação, tiveram a coragem de permanecer fiéis à sua religião e à sua identidade;
constituíram o "resto" de Israel, sinal de Deus entre as nações.
Na situação descrita, Ezequiel estabeleceu como primeira obrigação orientar definitivamente os espíritos dos exilados para o futuro, libertando-os da tentação de voltar atrás. Para isto, foi desfazendo, uma após outra, todas as ilusões dos exilados. Primeiramente, o mito de Jerusalém:
Deus não está ligado a Jerusalém; e, em seguida, o mito da dinastia de Davi: Deus fez a promessa a Davi e à sua descendência, mas a promessa de Deus nunca está rigidamente vinculada à descendência carnal; finalmente, a última ilusão, o templo: a sorte de lahweh não está ligada a templo de pedra, não está ligada a nenhuma instituição. Tudo desapareceu; mas não se deve chorar.
Ez 33,21-29 [0 anúncio da queda de Jerusalém]
21No décimo primeiro ano de nosso cativeiro, no dia cinco do décimo mês, veio o fugitivo de Jerusalém até mim, dizendo: "A cidade foi tomada!" 22A mão do Senhor esteve sobre mim na tarde anterior à vinda do fugitivo, e minha boca se abriu de manhã, quando ele veio até mim. A boca me foi aberta e não tornei a ficar mudo.
23Então a palavra do Senhor veio a mim nestes termos: 24Filho do homem, os que moram naquelas ruínas, sobre a terra de Israel, andam dizendo: `Abraão era um só e ganhou a posse desta terra. Mas nós somos muitos! É a nós que o país foi entregue como herança'. 25Por isso dize-lhes:
Assim diz o Senhor Deus Comeis carne com sangue, levantais os olhos aos ídolos, derramais sangue e tereis a posse da terra? 26Vós vos apoiais na espada, praticais abominações, manchais a mulher do próximo e haveríeis de ter a posse da terra? 27Assim lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus: Juro por minha vida:
os que estão entre as ruínas tombarão pela espada, os que estão no campo serão entregues como pasto aos animais selvagens e os que estão nos fortins e cavernas morrerão de peste. 28Tornarei o país uma desoladora solidão, de modo que cessará o orgulho de sua força. Os montes de Israel ficarão desertos, sem que ninguém por eles transite. 29Saberão que eu sou o Senhor quando reduzir o país a uma desoladora solidão, por causa de todas as abominações que praticaram.
Roteiro especial
1 – Leitura do texto: Ez 33,21-29
2 – Situar o texto no tempo e no espaço.
O profeta Ezequiel está no cativeiro na Babilônia com um primeiro grupo de exilados que chegou onze anos antes. Então chegou a notícia inimaginável da queda de Jerusalém. Os habitantes de Jerusalém se achavam invencíveis. Por que? O que eles diziam (versículo 24)?
3 – Olhar a situação do povo.
Como se fosse um filme Ezequiel volta atrás no tempo (v.23-24) e relembra a conduta do povo antes da guerra e da queda de Jerusalém. - Quais são as abominações praticadas pelo povo?
Na boca de Deus temos uma descrição da guerra. Três grupos serão massacrados. Quais são?
- Como ficará o país depois da invasão em 586 a.C.?
4 – A mensagem do texto
Três fundamentos da fé de Israel desapareceram: a posse da terra santa, a dinastia de Davi e o templo. Por que Deus permitiu esta catástrofe?
5 – Escutar a mensagem para nós.
Na vida cristã atual quais são as crises que abalam a fé das pessoas?
Tempo de crise é tempo para voltar aos valores fundamentais da fé? Quais os valores fundamentais da fé cristã?
6 – Momento de oração.
Vários Salmos são testemunhas de tempos de crise. Sl 12;14;74. Vamos rezar o Sl 79 com o texto de hoje podemos entender o pedido de revanche do povo.
(Ler o texto seguinte em casa)
Experiência espiritual na Bíblia.
6. O exílio e o imediato pós-exílio — Na lógica da história de Israel, parecia um absurdo a eventualidade do exílio. Seria a destruição de todo o plano salvífico de Deus, iniciado durante o êxodo com inúmeros prodígios; seria um desmentido de todas as promessas de Deus (e Deus não pode desdizer-se):
a promessa da terra, o juramento de fidelidade à casa de de Davi, a estabilidade do templo. Ora, tudo isso que parecia absurdo, que parecia fora da lógica de Deus, aconteceu. Acima de qualquer outra desgraça ou infelicidade" o exílio suscitou, pois, um problema teológico, um problema de fé: é mesmo o Senhor, o Deus salvador? Ele ainda se mantém fiel às suas promessas?
Para responder a estas interrogações, Israel reconsiderou toda a sua fé, sua tradição, sua legislação e sua história. Todos os livros do AT permitem-nos ver — uns mais, outros menos — este ingente trabalho de reconsideração. O que parecia absurdo, o que parecia o fim da fé, constituiu deste modo um grande salto à frente para a própria fé.
O exílio — e talvez ainda mais a situação de tensão que veio depois da volta à pátria — fez com que Israel tomasse consciência da verdadeira face de Deus; obrigou-o a recuperar a verdadeira idéia de Deus e, por conseguinte, a verdadeira idéia de povo eleito e de esperança messiânica.
Tratou-se de uma formulação teológica que chegava ao coração da espiritualidade de Israel. Tomemos algumas amostras deste grandioso amadurecimento espiritual, recorrendo ao profeta Ezequiel, na tradição sacerdotal (= P) e na redação final do Penteteuco, no Dêutero-Isaías e no livro de Jó.
a) A mensagem de Ezequiel. Ezequiel desempenhou seu ministério profético entre os exilados, em Babilónia, de 592 a 570 aproximadamente. A 16 de março de 598, Jerusalém capitulou diante do exército de Nabucodonosor. O jovem rei Joaquim, a rainha mãe, os altos oficiais e os cidadãos mais importantes foram deportados para Babilônia. Entre eles encontrava-se Ezequiel.
Ezequiel vive, pois, no exílio, em Babilônia. O contexto em que se encontra está carregado de problemas por exemplo: os exilados mantinham inalterável confiança nos destinos gloriosos do povo eleito; Jerusalém não será destruída, pensavam eles; o exílio terminará e poderemos voltar à terra prometida; Deus castiga, mas é fiel; foi assim que sempre agiu.
Poderia parecer atitude de fé; no entanto, era adesão ao passado e ilusão. Quando, mais tarde, em 586, Jerusalém e o templo foram destruídos, todos eles compreenderam que a esperança de retorno rápido não passava de ilusão. Neste momento, surgiu outro perigo: o desânimo e a desconfiança nas promessas de Deus. Será que o Senhor ainda se lembra do seu povo? Ainda é possível esperar alguma coisa? Havia, porém, outro dado:
os hebreus, na Palestina, estavam habituados a expressar sua vida religiosa, oferecendo sacrifícios no templo e celebrando a liturgia; agora, em Babilônia, logo se viram privados de todas estas possibilidades. Finalmente, é necessário acrescentar o sofrimento de se sentirem estranhos e sem raízes.
Muitos tentaram resolver a dificuldade integrando-se no novo ambiente, aceitando sua cultura, as formas sociais e, fatalmente, também as religiosas. Muitos perderam a fé; outros, em compensação, tiveram a coragem de permanecer fiéis à sua religião e à sua identidade;
constituíram o "resto" de Israel, sinal de Deus entre as nações.
Na situação descrita, Ezequiel estabeleceu como primeira obrigação orientar definitivamente os espíritos dos exilados para o futuro, libertando-os da tentação de voltar atrás. Para isto, foi desfazendo, uma após outra, todas as ilusões dos exilados. Primeiramente, o mito de Jerusalém:
Deus não está ligado a Jerusalém; e, em seguida, o mito da dinastia de Davi: Deus fez a promessa a Davi e à sua descendência, mas a promessa de Deus nunca está rigidamente vinculada à descendência carnal; finalmente, a última ilusão, o templo: a sorte de lahweh não está ligada a templo de pedra, não está ligada a nenhuma instituição. Tudo desapareceu; mas não se deve chorar.
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
M,ALAQUIAS CONCLAMA À SINCERIDADE E À SANTIDADE
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A tarefa dos pregadores não é outra senão
a de transmitir a justa vontade de Deus aos homens.
Através de Malaquias, Deus estava exigindo de Israel sinceridade
e santidade, por ser a nação que Ele separou entre todas
para que as bênçãos prometidas fossem derramadas sobre o seu povo.
Desta forma, tanto as colheitas como o bem-estar econômico da nação haveriam de ser prósperos. Neste estudo, abordaremos algumas
das atualíssimas mensagens desse profeta.
I - O PROBLEMA DA INGRATIDÃO, 1: 1-5
O amor de Deus por Israel é o ponto de partida da mensagem profética de Malaquias. Deus deu muitas e infalíveis provas de seu amor por Israel. Todo o A.T. é prova disso, mas o povo parecia não perceber e questionava: “Em que nos amaste? 1: 2.
a) A ingratidão e a insensibilidade reinantes em Israel eram causadas pela falta de consciência da grande distância que estavam da vontade e do caminho do Senhor. Faltava também reverência.
Sentiam-se povo do Senhor, mas o desprezavam. Estavam tão cegos que, quando seus horrores eram desmascarados, não viam neles mal algum, e ainda questionavam quando acusados de pecado: “Em quê?", 1: 6, 7.
Ingratidão ou inconsciência, esse era o seu pecado! Infelizmente, é ainda o que ocorre hoje. Esquecemos facilmente os livramentos, as bênçãos e o cuidado diário. Muitos são tão incrédulos que nem percebem o grande milagre que é a salvação, a transformação de vidas, que está acontecendo a todo momento.
b) O período pós-exílico - Os dias de Malaquias não eram fáceis. O povo sofria aflições. Mas seria isso motivo para duvidar do amor divino? Ou, como fizeram, chegar ao ponto de acusar Deus de ser infiel às promessas da Aliança? Então, através do profeta, Deus vai dialogando com seu povo, mostrando um contraste que eles bem conheciam: o que havia acontecido com seu vizinho Edom que eram descendentes de Esaú, v. 3.
O fato de Israel ter sido resgatado do exílio, embora não merecesse, mostra a graça, a bondade de Deus em seu favor, o que não acontecera com Esaú, que fora destruído, 1: 3. Mas, Malaquias diz que Israel não compreendia isso.
II - PECADOS DENUNCIADOS, 1: 6-3: 15
Não foi nada fácil para o profeta Malaquias entregar a mensagem de Deus, começando por aqueles que eram responsáveis pelo altar, indo até ao povo, apontando severamente toda ordem de pecados que estavam corrompendo o povo que fora vocacionado para ser uma nação separada.
a) Negligência na vida espiritual, 1: 6-14 - “Ofereceis sobre meu altar pão imundo”; e, pior que isso, nem percebendo que estavam falhando, indagam: “Em que desprezamos nós o teu nome? 1: 6; Em que te havemos profanados? 1: 7. Será que nós não temos sido igualmente negligentes com o culto, a EBD e a obra missionária?
b) Ensino corrupto, 2: 1-9 - O verdadeiro dever dos sacerdotes era ensinar a Lei de Deus ao povo, 2: 5-7. Mas eles haviam corrompido o ministério. Esse perigo existe sempre que a Bíblia é deixada de lado em nossa vida.
c) Jugo desigual, 2: 10-12 - Israel havia profanado a santidade do Senhor e o pacto que Ele fizera com os seus pais, 2: 10. Não se pode fazer acordo com o mundo, Rm 12: 2.
d) Divórcio, 2: 13, 16 - O divórcio aborrece o Senhor. Muitos eram infiéis com a esposa (“com a qual foste desleal”, 14) e divorciavam por motivos egoístas, 2: 14. Para o estudo do divórcio hoje veja o que Jesus esclareceu em Mt 5: 32; 19: 9 e ainda Rm 7: 2-3.
e) Roubo - 3: 7-12 - A situação espiritual era tão ruim que tentavam enganar a Deus até nos dízimos. As condenação é dura e na mesma linha das demais. Ela mostra como Deus classifica os infiéis no dízimo: desviados. O verso 7 diz: “vos desviastes”, e chama-os a voltar, porém o povo faz de conta que não sabia de nada e pergunta: “Em que havemos de tornar? Então, no v. 8, Deus diz que o povo estava roubando-o nos dízimos e nas ofertas. Veja Dt 14: 22-29 e 26: 12-15.
f) A incredulidade, 3: 13-15, dos sacerdotes era tal, 2: 17, que suas palavras se tornaram insuportáveis a Deus. Chegaram ao ponto de dizer ser “inútil servir a Deus”, 3: 14. Pessoas agem assim quando pensam que são mais que Deus. O nome certo para esse pecado é presunção, insolência. Um coração assim precisa de arrependimento.
III - UM REMANESCENTE FIEL, 3: 16-18
Sempre, em todo tempo, em todo lugar, Deus pôde contar com um povo que louva seu nome e glorifica seus atos poderosos, permanecendo fiel aos princípios da Palavra, vivenciando seus ensinamentos.
a) Sinceridade no temor a Deus - O profeta deixa claro que há um memorial escrito diante de Deus, Ml 3: 16, onde estão registrados palavras e atos daqueles que são tementes e se lembram do nome do Senhor.
b) Sinceridade na submissão - A falência espiritual de alguns é contrabalançada pela dedicação piedosa dos que se aproximam mais e mais dele. “Serão meus, diz o Senhor dos Exércitos”, 3: 17.
c) A sinceridade na fé - A diferença entre o “justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve”, 3: 18, será verificada naquele dia. Ninguém se iluda porque haverá um julgamento para todos. Nele os justos serão poupados, como um filho é poupado por seu pai amoroso, pois age seu “particular tesouro”, 3: 17. Há um abismo estabelecido entre os que pertencem a Deus e os que não são dEle, Lc 16: 26. Vale a pena ser fiel.
A tarefa dos pregadores não é outra senão
a de transmitir a justa vontade de Deus aos homens.
Através de Malaquias, Deus estava exigindo de Israel sinceridade
e santidade, por ser a nação que Ele separou entre todas
para que as bênçãos prometidas fossem derramadas sobre o seu povo.
Desta forma, tanto as colheitas como o bem-estar econômico da nação haveriam de ser prósperos. Neste estudo, abordaremos algumas
das atualíssimas mensagens desse profeta.
I - O PROBLEMA DA INGRATIDÃO, 1: 1-5
O amor de Deus por Israel é o ponto de partida da mensagem profética de Malaquias. Deus deu muitas e infalíveis provas de seu amor por Israel. Todo o A.T. é prova disso, mas o povo parecia não perceber e questionava: “Em que nos amaste? 1: 2.
a) A ingratidão e a insensibilidade reinantes em Israel eram causadas pela falta de consciência da grande distância que estavam da vontade e do caminho do Senhor. Faltava também reverência.
Sentiam-se povo do Senhor, mas o desprezavam. Estavam tão cegos que, quando seus horrores eram desmascarados, não viam neles mal algum, e ainda questionavam quando acusados de pecado: “Em quê?", 1: 6, 7.
Ingratidão ou inconsciência, esse era o seu pecado! Infelizmente, é ainda o que ocorre hoje. Esquecemos facilmente os livramentos, as bênçãos e o cuidado diário. Muitos são tão incrédulos que nem percebem o grande milagre que é a salvação, a transformação de vidas, que está acontecendo a todo momento.
b) O período pós-exílico - Os dias de Malaquias não eram fáceis. O povo sofria aflições. Mas seria isso motivo para duvidar do amor divino? Ou, como fizeram, chegar ao ponto de acusar Deus de ser infiel às promessas da Aliança? Então, através do profeta, Deus vai dialogando com seu povo, mostrando um contraste que eles bem conheciam: o que havia acontecido com seu vizinho Edom que eram descendentes de Esaú, v. 3.
O fato de Israel ter sido resgatado do exílio, embora não merecesse, mostra a graça, a bondade de Deus em seu favor, o que não acontecera com Esaú, que fora destruído, 1: 3. Mas, Malaquias diz que Israel não compreendia isso.
II - PECADOS DENUNCIADOS, 1: 6-3: 15
Não foi nada fácil para o profeta Malaquias entregar a mensagem de Deus, começando por aqueles que eram responsáveis pelo altar, indo até ao povo, apontando severamente toda ordem de pecados que estavam corrompendo o povo que fora vocacionado para ser uma nação separada.
a) Negligência na vida espiritual, 1: 6-14 - “Ofereceis sobre meu altar pão imundo”; e, pior que isso, nem percebendo que estavam falhando, indagam: “Em que desprezamos nós o teu nome? 1: 6; Em que te havemos profanados? 1: 7. Será que nós não temos sido igualmente negligentes com o culto, a EBD e a obra missionária?
b) Ensino corrupto, 2: 1-9 - O verdadeiro dever dos sacerdotes era ensinar a Lei de Deus ao povo, 2: 5-7. Mas eles haviam corrompido o ministério. Esse perigo existe sempre que a Bíblia é deixada de lado em nossa vida.
c) Jugo desigual, 2: 10-12 - Israel havia profanado a santidade do Senhor e o pacto que Ele fizera com os seus pais, 2: 10. Não se pode fazer acordo com o mundo, Rm 12: 2.
d) Divórcio, 2: 13, 16 - O divórcio aborrece o Senhor. Muitos eram infiéis com a esposa (“com a qual foste desleal”, 14) e divorciavam por motivos egoístas, 2: 14. Para o estudo do divórcio hoje veja o que Jesus esclareceu em Mt 5: 32; 19: 9 e ainda Rm 7: 2-3.
e) Roubo - 3: 7-12 - A situação espiritual era tão ruim que tentavam enganar a Deus até nos dízimos. As condenação é dura e na mesma linha das demais. Ela mostra como Deus classifica os infiéis no dízimo: desviados. O verso 7 diz: “vos desviastes”, e chama-os a voltar, porém o povo faz de conta que não sabia de nada e pergunta: “Em que havemos de tornar? Então, no v. 8, Deus diz que o povo estava roubando-o nos dízimos e nas ofertas. Veja Dt 14: 22-29 e 26: 12-15.
f) A incredulidade, 3: 13-15, dos sacerdotes era tal, 2: 17, que suas palavras se tornaram insuportáveis a Deus. Chegaram ao ponto de dizer ser “inútil servir a Deus”, 3: 14. Pessoas agem assim quando pensam que são mais que Deus. O nome certo para esse pecado é presunção, insolência. Um coração assim precisa de arrependimento.
III - UM REMANESCENTE FIEL, 3: 16-18
Sempre, em todo tempo, em todo lugar, Deus pôde contar com um povo que louva seu nome e glorifica seus atos poderosos, permanecendo fiel aos princípios da Palavra, vivenciando seus ensinamentos.
a) Sinceridade no temor a Deus - O profeta deixa claro que há um memorial escrito diante de Deus, Ml 3: 16, onde estão registrados palavras e atos daqueles que são tementes e se lembram do nome do Senhor.
b) Sinceridade na submissão - A falência espiritual de alguns é contrabalançada pela dedicação piedosa dos que se aproximam mais e mais dele. “Serão meus, diz o Senhor dos Exércitos”, 3: 17.
c) A sinceridade na fé - A diferença entre o “justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não o serve”, 3: 18, será verificada naquele dia. Ninguém se iluda porque haverá um julgamento para todos. Nele os justos serão poupados, como um filho é poupado por seu pai amoroso, pois age seu “particular tesouro”, 3: 17. Há um abismo estabelecido entre os que pertencem a Deus e os que não são dEle, Lc 16: 26. Vale a pena ser fiel.
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