sábado, 4 de maio de 2013

JOEL UM GRANDE PROFETA

 


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O livro de Joel faz parte dos profetas. É um livro pequeno, de apenas 4 capítulos. Provavelmente foi escrito depois do Exílio em Babilônia, por volta do ano 400 antes de Cristo. O livro é formado por duas partes: na primeira o profeta, depois do desastre provocado pela invasão de gafanhotos na região da Judéia, convida a uma liturgia de luto e súplica. 

 A essa liturgia YHWH responde prometendo o fim da calamidade e a volta da abundância; na segunda parte temos o julgamento das nações e a vitória de YHWH e de Israel. Na segunda parte temos o predomínio de uma linguagem apocalíptica que pode nos confundir, onde é anunciado o grande juído divino, com o qual se abre o tempo escatológico, o tempo da restauração do paraíso. Predomina o tema do Dia de YHWH.

Alguns interpretam a primeira parte, a história da invasão dos gafanhotos, como uma figura simbólica: os gafanhotos seriam o exército de Deus, que é enviado para executar o juízo, o dia de YHWH. Os fiéis podem se salvar desse juízo graças a oração e a penitência.
A segunda parte tem uma perspectiva futura: fala de um juízo futuro, que às vezes pode ser confundido como o fim do mundo. Na verdade é típico dos profetas: de uma situação concreta o escritor sagrado encontra força para exortar o seu leitor para situações futuras.

A mensagem central é a misericórdia de Deus. Joel sublinha que YHWH perdoa e a sua ira se acalma se o povo se dispõe a mudar de vida, de atitude.

Outra mensagem importante do profeta é o tema da efusão do Espírito Santo (3,1-2). O Novo Testamento retoma estes versículos quando fala da Pentecostes (At 2,16-21).

O aspecto social no qual nasce o livro pode nos auxiliar a tirar uma mensagem para hoje. Israel é dominado pelos persas. É tempo de crise; a vida dos hebreus está ameaçada. Porém a mensagem do profeta é clara: Deus pode transformar, com a colobaração dos fiéis, a crise em vitória definitiva.

A linguagem apocalíptica não pode interferir na nossa compreensão do texto. Lembre sempre que quando, na Bíblia, lê algo que fala dos “últimos tempos”, do “fim do mundo” você está lendo uma mensagem de esperança. O “fim do mundo” na bíblia, na linguagem apocalíptica, não é catástrofe, mas é finalidade, ponto de chegada, meta. E o sonho de Deus é a salvação de todos, que exige, porém, participação ativa de cada um.

Infelizmente, Edilson, houve um erro na sua pergunta, pois não há o versículo 3,13, visto que o capítulo 3 termina com o versículo 5. De qualquer forma, repetindo, não devemos interpretar a linguagem apocalíptica como algo de assustador, mas como uma mensagem de esperança, não só para o futuro que há de vir, mas para a nossa situação presente.

Sugiro a leitura de “Como ler o livro de Joel. Profeica em tempos de crise”, de Luiz Rossi, publicado pela Paulus.

domingo, 28 de abril de 2013

A BOTIJA DE AZEITE

A Botija de Azeite
II Reis 4:3

“ Vai, pede emprestadas vasilhas a todos os teus vizinhos; vasilhas vazias, não poucas.”


O texto lido narra uma história acontecida numa época muito difícil em Israel. Havia grande fome e todo o povo passava por graves dificuldades. O texto relata a experiência vivida por uma mulher que, estando em uma situação de grande necessidade, recorre ao SENHOR, nosso Deus, por meio do profeta, apresenta-lhe sua situação e recebe de Deus uma grande benção.
A situação 
Ela morava com seus dois filhos pequenos. O arrimo de sua casa, seu esposo havia falecido e além das dificuldades cotidianas, havia um credor de antiga dívida que agora cobrava seu dinheiro, propondo como meio de pagamento a entrega de seus filhos para serem levados como escravos. Certamente avaliou a situação e viu que não havia saída humana para sua situação.
A pergunta do profeta 
Diante do que a mulher falou, o profeta lhe pede: “Declara-me o que é que tens em casa”. Aquela mulher possuía apenas dois bens: uma pequena botija de azeite e um grande Deus ao qual podia recorrer na sua necessidade, por meio do profeta. Ela, por sua vez não receou falar de sua limitação ao servo de Deus – não há nada senão uma botija de azeite (e a certeza que Deus poderia agir em seu favor). O produto da oliveira era muito utilizado nas casas dos israelitas daquela época. Servia como remédio, alimento, lubrificante, combustível e até como base de troca por outros produtos do dia a dia. Aquela pequena porção do liquido precioso era o ponto de partida para uma experiência notável com o poder de Deus.

O conselho do profeta 
A resposta do profeta àquela mulher era a instrução necessária para uma grande mudança em sua vida. Vai, diz ele, entra em tua casa com teus filhos e pede aos vizinhos vasilhas vazias, não poucas. Os vizinhos viam a vida reta e humilde daquela senhora e estavam prontos a atender a um chamado de seus filhos. Os vizinhos apresentaram às crianças suas vasilhas vazias; eles participaram daquela grande operação de Deus entregando apenas suas vasilhas vazias.
A operação do Senhor 
Alguma coisa de extraordinária aconteceria dentro daquela casa. Enquanto as crianças se empenhavam  em atender à orientação dada pela mãe, recebida do profeta, ela ia vendo sua súplica atendida e enchendo com o milagre as vasilhas que chegavam. Ao verem o resultado de seu trabalho, por certo as crianças mais e mais se animavam a participar. Viam que o Deus de sua mãe é real e que cuidava deles, livrando-os da escravidão a que estavam destinados.

O momento atual
O profeta representa para nós hoje o Senhor Jesus. A mulher que o procurou representa uma igreja, um povo que vive na dependência da operação de Deus em suas vidas. Assim como aquela mulher e seus filhos, hoje também as pessoas vivem debaixo de uma grande pressão que vem de todos os lados – sobre o casamento, sobre a vida financeira, sobre a criação dos filhos, lutando para que estes não sejam levados presos e derrotados. O credor tinha como objetivo subtrair os filhos (o bem maior da mulher, sua herança, a alegria do lar). A Igreja Fiel não quer ver seus filhos presos à escravidão deste mundo e busca constantemente a ajuda do Senhor Jesus.

Mas ela não tem qualquer recurso humano. Tem apenas o azeite em sua vasilha – o coração. O azeite representa a bênção do Espírito Santo em nossa vida. Tem sido a nossa riqueza e é do que o Senhor precisa para operar um grande milagre, que garante nossa liberdade como filhos de Deus. Quanto mais o azeite – o poder do Espírito Santo – é multiplicado no nosso meio, maior a segurança que temos de estar livre dos grilhões do mundo mau.
A mensagem para os vizinhos 

A bíblia afirma que o desejo de Deus é que todos sejam salvos. Na experiência da mulher, narrada no texto bíblico, vemos a preocupação do SENHOR em fazer com que a benção não ficasse limitada apenas àquela mulher. Havia outros que precisavam participar daquele milagre – os vizinhos. A orientação de Deus, por meio do profeta, era para que os filhos da mulher fossem às casas dos vizinhos e pedissem suas vasilhas vazias. Os vizinhos participaram daquele milagre entregando suas vasilhas vazias. Eles não tinham muito para dar, nem lhes foi pedido muita coisa senão suas vasilhas vazias que foram cheias do azeite que Deus havia providenciado.

A igreja do Senhor, necessitada como essa mulher, tem recebido o favor do Senhor (bênçãos espirituais). Mas, Deus não deseja que estas bênçãos fiquem restritas a um pequeno grupo. Ele, durante o mês nos levou a orar, jejuar, madrugar e convidar nossos vizinhos para participarem da mesma benção que Ele nos tem dado. Por isso Deus convida todos os vizinhos para trazerem suas “vasilhas vazias” (o coração necessitado) para que Ele encha com o azeite do Espírito.

Conclusão 
A única coisa que Deus pede ao homem é o seu coração (filho meu, dá-me seu coração) para que Ele o possa enchê-lo com as suas bênçãos (diferente do credor que pede os maiores valores).  Aceita o convite do SENHOR e apresente a Ele sua vasilha vazia (seu coração necessitado) para que Ele o encha com suas bênçãos, nesta noite.